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TD QUESTOES GEOGRAFIA 2o ANO ESPAÇO GEOGRAFICO

TD DE GEOGRAFIA DO BRASIL

EIXO TEMÁTICO: ESPAÇO GEOGRÁFICO

TEMA: FORMAÇÃO DO ESPAÇO GEOGRÁFICO BRASILEIRO: COLÔNIA, IMPÉRIO E REPÚBLICA.

EXERCÍCIOS E SUGESTÕES DE RESPOSTAS:

1. Quais as relações existentes entre o mercantilismo europeu dos séculos XV e XVI e a produção e organização dos espaços geográficos do Brasil a partir desse período?

Resposta: A implantação do projeto colonial português promoveu a inserção do Brasil no nascente capitalismo europeu ou no capitalismo mercantil dos séculos XV e XVI na condição de espaço dependente em relação aos centros de decisão do capitalismo mundial. Dessa forma, a valorização (econômica) e a organização do território brasileiro foram realizadas segundo o projeto colonizador de Portugal, essencialmente mercantilista, politicamente centralizado e predador das riquezas naturais. A administração do espaço geográfico brasileiro, sua organização e apropriação foram realizadas segundo os interesses dos grupos dominantes que correspondiam aos da Metrópole portuguesa. Em vista disso, certas áreas do território foram valorizadas conforme as necessidades dos mercados consumidores europeus, em detrimento de um desenvolvimento harmônico entre as regiões que pudesse intensificar as trocas comerciais internas.

 

2. O que se entende por “acumulação primitiva do capital”?

Resposta: Com a expansão comercial européia, entre os séculos XV e XVIII, em direção à África, à América e à Ásia, foi possível às burguesias mercantis européias (negociantes, proprietários de terras e de manufaturas) acumular riquezas geradas, entre outros fatores, pelo tráfico de escravos africanos, pela monocultura de exportação, pela apropriação das terras das sociedades nativas nos territórios conquistados e pela exploração de metais preciosos. Essas riquezas acumuladas (acumulação primitiva de capital) permitiram as grandes transformações econômicas ocorridas com a Primeira Revolução Industrial, em meados do século XVIII, e passaram, a partir desse momento, a ser substituídas pela acumulação capitalista, cuja base produtiva tornou-se, principalmente, industrial.

 

3. Comente os traços gerais da organização do espaço geográfico brasileiro na época da incorporação do Brasil ao Império Português (séculos XV ao XVIII), utilizando-se das seguintes noções: colonização de exploração, divisão internacional do trabalho ou da produção e espaços geográficos “periféricos”.

Resposta: A ocupação e as atividades econômicas implantadas pelo projeto colonizador português nas terras brasileiras, entre os séculos XV e XVIII, foram conseqüências da divisão internacional do trabalho ou da produção estabelecida pelas nações européias sobre suas colônias. No caso do Império Português, a colonização de exploração, ou seja, a estruturação da colônia como uma grande empresa comercial, destinada a fornecer produtos primários para atender às necessidades de seu capitalismo comercial, foi o eixo básico condutor de suas políticas administrativos e político-econômicas. Sendo assim, a produção ou organização do território brasileiro realizou-se como a de um espaço geográfico “periférico” comandado pelos interesses externos e, portanto, desfavorável ao seu próprio desenvolvimento autônomo.

 


4. Comente, em linhas gerais, as diferenças e semelhanças entre a economia colonial e a economia exportadora capitalista ou primário-exportadora, dando as razões para as transformações que conduziram à passagem de uma para a outra, no final do período do Brasil-Colônia.

Resposta: A economia colonial e a economia exportadora capitalista se diferenciavam quanto às relações de produção: a primeira tinha por base o trabalho escravo, enquanto a segunda assentava-se no trabalho assalariado. Contudo, apoiavam-se na produção de bens primários (matérias-primas vegetais e animais, por exemplo) visando, em grande parte, a sua exportação, consolidando uma economia direcionada para o exterior, cujo objetivo era o de atender às necessidades e interesses de outras nações. A passagem da economia colonial para a primário-exportadora realizou-se em função da evolução do capitalismo, impulsionado pela Revolução Industrial (Primeira e Segunda Revoluções Industriais, nos séculos XVIII, XIX e XX), que consolidou as relações assalariadas de trabalho e, portanto, o modo de produção capitalista.

 

5. No decorrer do processo histórico-econômico do Brasil, particularmente no período colonial, o povoamento e a estruturação dos espaços do território nacional possuem grande relação com a criação de “áreas de atração populacional” e “áreas de repulsão de população”. Cite dois exemplos ocorridos no Brasil-Colônia de cada uma dessas áreas discutindo, ao mesmo tempo, as atuais características econômicas das regiões do território brasileiro.

Resposta: Podemos citar como exemplos de atividades formadoras de áreas de atração e repulsão a agroindústria da cana-de-açúcar no Nordeste brasileiro, na chamada Zona da Mata, nos séculos XVI e XVII, e a atividade mineradora, principalmente nas Minas Gerais, particularmente na região de Vila Rica (atual Ouro Preto), no século XVIII. Ambas tiveram seu apogeu e declínio, ou seja, depois de se constituírem como áreas de atração populacional tornaram-se áreas de repulsão. A Zona da Mata do Nordeste continua, ainda nos dias atuais, ocupada pela agroindústria da cana-de-açúcar. Nas capitais dos estados nordestinos e em algumas cidades do Agreste, ocorreu um certo desenvolvimento industrial. Na região de Ouro Preto (MG), existe ainda atualmente a extração mineral (ouro, urânio, tungstênio, manganês e outros).

 

6. No que diz respeito aos ciclos da cana-de-açúcar e da mineração que se desenvolveram no Brasil-Colônia, é possível afirmar que ambas tiveram grande relevância para o povoamento do território? Justifique sua resposta.

Resposta: Nos ciclos da cana-de-açúcar e da mineração formaram-se “pólos” ou “ilhas” econômicos, atraindo pessoas de outras regiões do Brasil, de Portugal e de outros países, que migravam em busca de trabalho e de riquezas, promovendo de forma significativa o processo de escravização e de migrações forçadas de indígenas e africanos para essas áreas para servir como mão-de-obra. Além disso, no caso da mineração, esta promoveu a interiorização do povoamento.

 

7. Pautando-se no falamos em nossas aulas, explique fatores de ordem natural que promoveram a instalação e desenvolvimento da agroindústria canavieira no nordeste brasileiro, nos séculos XVI e XVII. Eles seriam suficientes para explicar os espaços produzidos no nordeste colonial?

 

Resposta: Entre outros fatores, podem se destacar: o clima quente e úmido da Zona da Mata; os solos de média e alta fertilidade (solo de massapé); e os cursos d’água ou rios que correm para o oceano e que facilitavam por esse motivo o transporte do açúcar até os portos marítimos de exportação. Todavia, somente esses fatores naturais não são suficientes para explicar a grande expansão da cana-de-açúcar no Nordeste brasileiro no início do período colonial. A mão-de-obra escravizada dos negros africanos e o grande mercado consumidor europeu, ávido por comprar açúcar, somados ao capitalismo comercial e sua busca de lucros, são também fatores indispensáveis para compreender as razões de a Zona da Mata ter-se tornado a mais importante área produtora de açúcar no mundo e a principal região econômica do Brasil, nos séculos XVI e parte do XVII.

 

8. Dentro do processo de organização e produção dos espaços brasileiros na economia colonial, quais foram as conseqüências do empreendimento que ficou conhecido como bandeirismo prospector, no final do século XVII?

Resposta: As conseqüências do bandeirismo prospector para a organização do espaço brasileiro foram: a descoberta de ouro no Brasil (sobretudo em Minas Gerais e Mato Grosso), que promoveu a urbanização e a interiorização do povoamento luso-afro-brasileiro; o deslocamento do pólo político-administrativo do Brasil-Colônia de Salvador para o Rio de Janeiro; e a abertura dos chamados caminhos da mineração, que possibilitou maior integração entre as regiões do território.

 

9. Em termos econômicos e de organização do espaço colonial, quais as principais conseqüências desencadeadas pela atividade mineradora no sudeste e no sul do Brasil, sobretudo no século XVIII?

Resposta: A atividade mineradora, sobretudo a realizada nas Minas Gerais, dinamizou economicamente o Sul, que abastecia de charque (carne seca), e tornou o Rio de Janeiro o centro político-administrativo da Colônia, por onde parte do ouro extraído era escoado para a Metrópole.

 

10. Comente as causas do crescimento agrícola verificado no território brasileiro na segunda metade do século XVIII e início do XIX.

Resposta: Na segunda metade do século XVIII, ocorreu um novo crescimento agrícola, com a retomada da agroindústria da cana-de-açúcar no Nordeste, em São Paulo e no Rio de Janeiro, e as plantações de algodão que floresceram no Pará e no Maranhão. Essas atividades agrícolas foram favorecidas pela decadência da mineração e por dois fatores externos: a Revolução Industrial (1750), que gerou na Inglaterra a necessidade de quantidades crescentes de algodão para a industria têxtil e de produtos alimentares baratos para abastecer sai população; e a Guerra de Independência dos EUA (1776) e, conseqüentemente, o fim do fornecimento de algodão à Inglaterra pelas treze colônias norte-americanas. 

 

11. (Vunesp) A empresa agrícola inerente à colonização portuguesa continua como fator de subdesenvolvimento atual do Brasil e de outros países. Esclareça o que é a plantation e explique as razões de sua escolha pelos colonizadores lusitanos.

 

Resposta: As plantations caracterizavam-se pela existência de grandes propriedades de terra (latifúndios), onde se realizava a monocultura de produtos tropicais, visando atender aos mercados externos, e pela exploração intensiva de mão-de-obra escravizada. Esse sistema de produção foi adotado pelos portugueses – e também por outros colonizadores ou conquistadores –, entre outros fatores, porque havia grande disponibilidade de terras e porque a agricultura de plantations assegurava um mercado promissor para os portugueses que se dedicavam ao comércio de escravos. Além disso, a produção em larga escala através da monocultura foi estimulada pelo alto preço do açúcar nos mercados europeus e pela existência de um mercado consumidor externo certo e garantido.

 

12. Discorrendo sobre as “regiões de exploração” criadas no decorrer do período colonial brasileiro, o geógrafo pernambucano Manuel Correia de Andrade afirma: “As áreas polarizadas para esses centros não eram estáticas. Ora cresciam, quando circunstâncias favoráveis do mercado internacional forçavam a aceleração da força centrípeta de que eles eram possuidores, ora se reduziam, quando uma retração do mercado internacional, um esgotamento ou uma crise na produção regional provocavam uma estagnação, um estacionamento, diminuindo a ação das forças centrípetas em benefício das centrífugas”. Baseando-se na interpretação do texto, cite dois acontecimentos ocorridos em outras regiões do mundo durante o século XVII que tiveram repercussões significativas sobre as “áreas polarizadas” do território brasileiro.

Resposta: Com o desenvolvimento da atividade mineradora, no século XVIII, ocorreu a interiorização do povoamento no Brasil-Colônia, acompanhado por um processo de urbanização, em que o trabalho livre ganhou certa importância, não obstante o predomínio da mão-de-obra escrava. Como conseqüência da decadência do açúcar no Nordeste, ocorreu o deslocamento do eixo administrativo dessa região (Salvador) para o Centro-Sul (Rio de Janeiro), pois esta se tornou a principal área econômica. Ao mesmo tempo, realizou-se uma expansão do mercado interno colonial.



 


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